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Golpe do Pix errado: veja como funciona a fraude e como se proteger

Atualizado em 31/03/2026

 

Uma modalidade de fraude envolvendo transferências via Pix tem preocupado autoridades e usuários do sistema. O chamado “golpe do Pix errado” foi recentemente alertado pela Polícia Militar de Minas Gerais e utiliza uma combinação de engenharia social e mecanismos do próprio sistema bancário para enganar vítimas.

Como o golpe acontece

O crime começa quando o golpista realiza uma transferência via Pix para a conta da vítima. O valor realmente aparece no extrato, o que dá credibilidade à abordagem.

Na sequência, o criminoso entra em contato alegando que fez a transferência por engano e solicita a devolução do dinheiro. No entanto, ele não pede que o valor seja devolvido para a conta de origem, mas sim para uma conta de terceiros.

A vítima, acreditando estar corrigindo um erro, faz um novo Pix para a conta indicada. É nesse momento que o golpe se concretiza.

Uso do mecanismo de devolução

Após a vítima transferir o valor, o golpista aciona o banco e solicita a devolução do dinheiro por meio do MED (Mecanismo Especial de Devolução), ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil para casos de fraude.

Com isso, o banco pode estornar o valor inicialmente transferido para a conta da vítima. Na prática, o criminoso recebe o dinheiro duas vezes: uma pela transferência feita pela vítima e outra pelo estorno bancário.

Prejuízo pode ser em dobro

Nesse tipo de golpe, a vítima acaba tendo prejuízo duplo. Isso porque o valor recebido inicialmente é retirado da conta após o pedido de devolução, enquanto o dinheiro enviado voluntariamente ao golpista não é recuperado com facilidade.

Como evitar cair no golpe

A orientação principal é nunca fazer a devolução de um Pix diretamente para contas indicadas por terceiros. Caso receba um valor inesperado:

  • Verifique se o dinheiro realmente caiu na conta;
  • Acesse o extrato do Pix no aplicativo do banco;
  • Utilize a função de devolução disponível na própria transação.

Ao usar essa opção, o valor é automaticamente enviado de volta para a conta de origem, impedindo que o golpista consiga aplicar o golpe.

Atenção ao uso do celular como chave Pix

Outro ponto de alerta é para quem utiliza o número de celular como chave Pix. Nesses casos, o contato por parte do golpista pode ser mais fácil, o que exige atenção redobrada.

As orientações têm como base informações divulgadas pela PMMG e pela série “BC te Explica”, do Banco Central.

 

 

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