Fila por especialistas volta à pauta da Câmara em Poços de Caldas
Atualizado em 30/03/2026
A fila para consultas com especialistas na rede municipal de saúde voltou a ser tema de debate na Câmara de Poços de Caldas. Na última semana, o vereador Marcus Togni (Republicanos) apresentou o Requerimento nº 1005, solicitando novas informações ao Executivo, incluindo questionamentos sobre a possível informatização total dos serviços de saúde.
Cobrança por respostas mais claras
De acordo com o parlamentar, o tema já havia sido levantado no início de 2026, quando foram solicitados dados sobre o tempo de espera para consultas com especialistas como otorrinolaringologistas, neurologistas, fonoaudiólogos e psicólogos. No entanto, segundo ele, a resposta encaminhada pela Prefeitura ao Requerimento nº 384/2026 não trouxe esclarecimentos suficientes.
“A resposta não esclareceu com precisão as indagações feitas. Com o objetivo de melhor sistematizar a análise, voltamos a cobrar explicações”, afirmou.
Tempo de espera varia entre especialidades
Em resposta anterior, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, no caso dos atendimentos psicológicos, parte das equipes não mantém fila formal, já que uma parcela dos atendimentos ocorre por meio de acolhimento em demanda espontânea. Ainda assim, o tempo médio de espera foi estimado entre dois e quatro meses, podendo variar conforme a unidade, a demanda local e a capacidade de atendimento.
Já para consultas com fonoaudiólogos, a estimativa apresentada é significativamente maior: entre 12 e 18 meses, dependendo da disponibilidade de profissionais e da prioridade clínica dos casos.
No caso de especialidades como otorrinolaringologia e neurologia, o fluxo de atendimento é descentralizado. As solicitações são feitas nas unidades de saúde e encaminhadas posteriormente para o sistema de regulação.
Questionamentos sobre organização do sistema
Diante das informações consideradas contraditórias, o vereador voltou a questionar o modelo adotado pela Secretaria de Saúde. Ele aponta, por exemplo, inconsistências entre a ideia de atendimento por demanda espontânea e a existência de prazos de espera.
Entre os novos questionamentos apresentados estão:
- se o atendimento psicológico ocorre de forma imediata ou por agendamento;
- como funciona o processo de reorganização das equipes;
- se todas as unidades de saúde oferecem atendimento psicológico;
- quantos fonoaudiólogos atendem pelo SUS no município;
- e como é feita a classificação de prioridade clínica dos pacientes.
Falta de informatização dificulta dados sobre câncer
Além da fila por especialistas, Marcus Togni também apresentou outro requerimento relacionado à área da saúde, desta vez sobre exames pendentes ligados a casos de neoplasia maligna (câncer).
Segundo o vereador, a Secretaria de Saúde informou que ainda não possui um sistema informatizado capaz de extrair dados específicos por diagnóstico. Atualmente, os pedidos de exames são registrados e arquivados em meio físico, sem classificação sistematizada por Código Internacional de Doenças ou por tipo de patologia.
Com isso, de acordo com a pasta, não é possível quantificar com precisão o número de solicitações pendentes relacionadas a casos de câncer no município.
Diante do cenário, o parlamentar reforça a necessidade de modernização do sistema de gestão da saúde, como forma de garantir maior transparência e eficiência no atendimento à população.
Nossos canais de comunicação:



Deixe um comentário