Estados elevam ICMS sobre gasolina e diesel a partir de 1º de fevereiro; preço do GLP cai
Atualizado em 31/01/2025
Aumento segue decisão do Confaz e reflete a variação dos preços médios dos combustíveis; em Minas Gerais, consumidores temem impacto inflacionário
Estados elevam ICMS sobre combustíveis a partir de fevereiro; Minas Gerais segue reajuste
A partir deste sábado, 1º de fevereiro de 2025, os motoristas de Minas Gerais e de todo o país enfrentarão um aumento no preço dos combustíveis devido à elevação das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A gasolina terá um acréscimo de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47, enquanto o diesel sofrerá um aumento de R$ 0,06, elevando o valor de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro. Já o gás de cozinha (GLP) terá uma leve redução, de R$ 1,41 para R$ 1,39.
A medida foi aprovada em outubro de 2024 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e visa ajustar a tributação estadual às variações de preços no mercado de combustíveis. De acordo com o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a mudança acompanha a trajetória dos preços praticados no varejo.
“Como o valor do GLP caiu em 2024 em relação a 2023, a tributação segue essa tendência. Da mesma forma, os revendedores de gasolina e diesel praticaram preços mais altos em 2024, o que reflete no aumento da alíquota do ICMS”, explicou o Comsefaz em nota.
A metodologia utilizada para o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e setembro de 2024, comparando com o mesmo período de 2023.
Impacto em Minas Gerais
Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Fazenda confirmou que seguirá a determinação do Confaz e aplicará os novos valores do ICMS a partir de 1º de fevereiro. O aumento preocupa consumidores e setores econômicos, que temem um impacto inflacionário e alta nos custos de transporte e produção.
Especialistas alertam que o reajuste pode pressionar ainda mais os preços ao consumidor final, especialmente diante de uma defasagem entre os valores praticados no Brasil e no mercado internacional. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) destaca que a defasagem dos preços internos pode afetar a competitividade e a oferta no mercado nacional.
Diante desse cenário, consumidores mineiros devem sentir o impacto do aumento já nos próximos dias, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e busca por alternativas que minimizem os custos diários com combustíveis.
Deixe um comentário