Criminoso que invadiu joalheria em shopping de Poços de Caldas é solto e responderá em liberdade
Atualizado em 09/04/2026
Mesmo com passagens por crimes em outros estados, suspeito responderá em liberdade por ser considerado réu primário em Minas Gerais

O homem preso após invadir uma joalheria em um shopping de Poços de Caldas, na madrugada do último domingo (05), foi liberado após passar por audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade.
A audiência de custódia é um instrumento do direito processual penal que garante que toda pessoa presa em flagrante seja apresentada a um juiz em até 24 horas. O objetivo do procedimento não é determinar a culpa ou inocência do suspeito, mas avaliar a legalidade da prisão e a necessidade de sua manutenção.
Durante a audiência, foi decidido que o homem poderá responder em liberdade por ser considerado réu primário em Minas Gerais e não possuir antecedentes criminais no estado — apesar de ter passagens por crimes como roubo e enquadramentos na Lei Maria da Penha em outras regiões do país.
Como medidas cautelares, a Justiça determinou que ele deverá se apresentar mensalmente pelo período de seis meses para acompanhamento do caso, além de estar proibido de deixar a cidade sem autorização judicial prévia.
Ainda durante a audiência, o suspeito relatou que teria sido agredido pelos policiais responsáveis pela prisão. A denúncia será apurada pelas autoridades competentes.
Crime mobilizou operação de mais de 10 horas
Segundo informações da ocorrência, o homem, que veio de Brasília (DF), entrou no shopping ainda durante o funcionamento no sábado à noite e se escondeu em um dos estabelecimentos.
Já na madrugada de domingo, ele invadiu a joalheria após desativar câmeras de segurança e desligar sistemas de alarme. Foram furtados mais de 400 itens, entre relógios, colares, anéis, pulseiras e outras joias, com valor estimado superior a R$ 100 mil.
A ação foi percebida por vigilantes do shopping, que acionaram a Polícia Militar. As buscas se estenderam por mais de 10 horas dentro do estabelecimento, até que o suspeito foi localizado escondido no forro de uma das lojas.
A operação contou também com apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. Todos os itens furtados foram recuperados e devolvidos aos proprietários da joalheria.
Após ser detido, o homem forneceu dados falsos às autoridades, utilizando informações do próprio irmão, o que gerou divergências em sua identificação. Diante disso, o caso foi registrado também como falsidade ideológica, além do furto.
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