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Contrapartida de projeto de terras raras pode financiar obra de R$ 47 milhões no sistema de água de Poços de Caldas

Atualizado em 10/03/2026

 

Recursos para nova linha de recalque entre a ETA V e o sistema do Morro do Chapéu dependem da assinatura de termo de compromisso previsto para o primeiro semestre de 2026

Represa do Cipó. Foto: Secom.

Um investimento estimado em R$ 47 milhões para reforçar o sistema de abastecimento de água de Poços de Caldas poderá ser financiado como contrapartida da mineradora Viridis, ligada ao empreendimento industrial de terras raras que a empresa pretende instalar no município.

A informação consta em resposta do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) ao Requerimento apresentado pelo vereador Tiago Mafra (PT) na Câmara Municipal, solicitando esclarecimentos sobre investimentos anunciados para o sistema de saneamento da cidade.

Segundo o documento, o valor está relacionado ao projeto denominado “Nova linha de recalque ETA V para Morro do Chapéu – Zona Leste”, que prevê a implantação de uma Estação Elevatória de Água Tratada (EEAT) e uma linha de recalque para interligar diferentes sistemas de produção de água do município.

Recursos vinculados à contrapartida da mineradora

De acordo com o DMAE, os recursos para a obra deverão vir da primeira contrapartida condicionante solicitada pelo município à mineradora Viridis, dentro das negociações relacionadas à instalação do empreendimento industrial da empresa em Poços de Caldas.

Ainda conforme a resposta oficial, as garantias formais de financiamento ainda estão em fase de conclusão, com previsão de assinatura do termo de compromisso no primeiro semestre de 2026.

O documento também indica que a contratação e execução da obra deverão ser custeadas diretamente pela empresa, condicionadas à obtenção das licenças ambientais necessárias.

Interligação de sistemas de abastecimento

O projeto tem como objetivo interligar os sistemas produtores de água da ETA V e da ETA III ao reservatório do Morro do Chapéu, permitindo a transferência de vazão entre diferentes unidades de tratamento.

Segundo o DMAE, atualmente os sistemas operam de forma isolada, o que pode tornar o abastecimento mais vulnerável em casos de interrupção de captação ou problemas operacionais. A interligação pretende criar redundância operacional, aumentando a confiabilidade do sistema.

Regiões que podem ser beneficiadas

Com a implantação da nova estrutura, a expectativa é beneficiar diretamente bairros atendidos pelo sistema da ETA III e pelo reservatório do Morro do Chapéu, localizados principalmente na Zona Leste e em parte da região central da cidade.

O DMAE afirma ainda que a integração permitirá que o município utilize com maior flexibilidade o sistema de abastecimento, inclusive com possibilidade de distribuição de água proveniente do manancial da Represa do Cipó, considerado estratégico para garantir a segurança hídrica no longo prazo.

De acordo com o departamento, após a contratação, o prazo estimado de execução da obra é de 24 a 36 meses, podendo variar conforme o número de frentes de trabalho disponíveis.

 

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