Conjunto hidrotermal e hoteleiro de Poços é tombado como patrimônio cultural de Minas
Atualizado em 11/04/2026
Reconhecimento estadual destaca a formação histórica, urbana e turística do município a partir das águas termais

O Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas foi oficialmente declarado patrimônio cultural material de Minas Gerais nesta sexta-feira (10). O tombamento foi aprovado durante a 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural, realizada de forma híbrida, com participação presencial no município e transmissão online.
A decisão foi baseada em um dossiê técnico elaborado pelo IEPHA-MG, que ressalta a importância das águas termais na origem e no desenvolvimento da cidade. Desde o século XVIII, o termalismo está ligado à história local, consolidando-se a partir de 1826 com a abertura dos primeiros poços, que impulsionaram Poços de Caldas como estância de saúde, lazer e turismo.
Formação urbana integrada
Segundo o estudo, o crescimento da cidade ocorreu de forma planejada, integrando arquitetura, paisagem natural e equipamentos públicos. Esse modelo urbano resultou em um conjunto que reúne edificações monumentais, praças, parques, fontes e estruturas voltadas ao turismo e ao bem-estar.
Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o reconhecimento evidencia uma característica singular do município.
“Poços de Caldas é um caso único no Brasil, uma cidade que se estruturou a partir de um complexo hidrotermal e hoteleiro, onde arquitetura, paisagem e vocação turística nasceram de forma integrada”, afirmou.
Marcos históricos preservados
O conjunto tombado reúne bens de diferentes períodos, com destaque para a expansão urbana entre as décadas de 1930 e 1940. Entre os principais marcos estão o Palace Hotel, o Palace Cassino, as Thermas Antônio Carlos, o Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches.
A proteção também abrange praças, monumentos, fontes, coretos, elementos artísticos, trechos de ribeirões urbanos e áreas de entorno, com diretrizes voltadas à preservação da ambiência urbana e da paisagem cultural.
Patrimônio e desenvolvimento
De acordo com o presidente do IEPHA-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, o tombamento vai além da preservação física.
“Mais do que um instrumento legal, o tombamento consolida a importância do patrimônio como base para o desenvolvimento sustentável, garantindo que a cultura, a memória e a vocação terapêutica da cidade permaneçam vivas”, destacou.
A decisão integra a programação do Governo de Minas e reforça o reconhecimento de Poços de Caldas como referência histórica nas áreas de turismo, saúde e cultura no estado.
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