Câmara cobra explicações sobre falta de suplemento alimentar na Policlínica Central
Atualizado em 13/02/2026
Vereador Flavinho de Lima e Silva (MDB) questiona atraso em pregão e cobra medidas emergenciais para garantir fornecimento a pacientes do SUS

A Câmara Municipal de Poços de Caldas aprovou, nesta semana, um requerimento solicitando informações do Executivo sobre o desabastecimento e a entrega fracionada de suplemento alimentar na Policlínica Central. A iniciativa é do vereador Flavinho de Lima e Silva (MDB) e marca a segunda vez que o parlamentar questiona a administração municipal sobre o tema, diante de recorrentes reclamações de usuários do SUS.
Segundo o vereador, que esteve à frente da Ouvidoria nos últimos dois anos, as demandas relacionadas à Saúde têm sido frequentes. Em relação ao fornecimento dos suplementos, ele relembra que, em resposta ao primeiro pedido de informações protocolado, a Prefeitura informou que o pregão para aquisição do produto seria realizado em janeiro de 2026, com previsão de normalização da distribuição em fevereiro.
Reclamações apontam atraso no processo
Entretanto, de acordo com relatos recebidos pelo gabinete, o pregão não teria sido realizado em janeiro, com suposto adiamento para fevereiro. Com isso, conforme o vereador, a rede pública permaneceria desabastecida.
“Com isso, a rede pública permanece desabastecida, submetendo cidadãos em situação de vulnerabilidade nutricional a riscos graves de saúde. Os suplementos nutricionais fornecidos pelo município são destinados a pacientes em condição clínica específica, muitos deles em situação de vulnerabilidade alimentar, podendo sofrer comprometimento grave em seu estado de saúde diante da interrupção abrupta do tratamento”, declarou.
Questionamentos ao Executivo
No requerimento aprovado, Flavinho solicita esclarecimentos sobre os motivos do não cumprimento do cronograma apresentado à Câmara em dezembro de 2025, bem como a data exata e o número do edital do pregão.
O parlamentar também questiona quais medidas emergenciais, como compra direta ou dispensa de licitação, foram ou serão adotadas para assegurar o fornecimento imediato dos suplementos até a conclusão do processo licitatório.
Para o vereador, a ausência de estoque e a demora na reposição de insumos essenciais ferem o dever constitucional do município de garantir políticas continuadas de promoção à saúde.
“A saúde é um direito social constitucionalmente previsto. Sendo um direito tão importante, é dever do poder público empenhar máximos esforços na garantia de que esse direito seja por todos exercido”, afirmou.
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