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Câmara aprova Moção de Repúdio a declarações do vice-prefeito Eduardo Januzzi

Atualizado em 04/02/2026

Documento foi aprovado por 6 votos a 5, com uma abstenção, e cita falas feitas em programa de rádio; esta é a segunda moção do tipo aprovada contra o vice-prefeito

Vice-prefeito Eduardo Januzzi – Partido Novo.

No início da noite de terça-feira (3), durante a primeira sessão ordinária de 2026, a Câmara Municipal aprovou a Moção nº 2/2026, que manifesta repúdio formal às declarações do vice-prefeito Eduardo Januzzi (Novo). A iniciativa é de autoria dos vereadores Tiago Mafra (PT), Diney Lenon (PT), Meiriele Cristine Alves Maximino – pastora Mel (União), Flávio Togni de Lima e Silva – Flavinho (MDB) e Tiago Braz (Rede).

A moção foi aprovada por um placar de seis votos favoráveis e cinco contrários. O vereador Tiago Mafra (PT), um dos autores do documento, se absteve da votação, alegando fazer parte do sindicato dos servidores municipais e, por isso, optou pela abstenção para evitar qualquer interpretação de atuação em causa própria.

Durante a votação, os vereadores Ricardo Sabino (PL), Aliff Jimenes (PL) e Lucas Arruda (Rede) deixaram o plenário.

Declarações motivaram a moção

A Moção de Repúdio tem como base declarações feitas por Eduardo Januzzi no programa Poços em Foco, veiculado em 28 de janeiro de 2026. Na ocasião, o vice-prefeito se referiu ao sindicato representativo dos servidores municipais como um “órgão político que quer fazer baderna” e afirmou que não daria respostas à entidade.

No texto aprovado, os vereadores consideram que as falas são ofensivas e incompatíveis com a postura institucional esperada de um agente público. Segundo o documento, as declarações deslegitimam uma instituição legalmente constituída, responsável por defender direitos, denunciar condições inadequadas de trabalho e representar os servidores municipais.

A moção também aponta que, ao invés de dialogar sobre problemas estruturais enfrentados por setores da administração, como unidades de saúde, o vice-prefeito teria optado por desqualificar a atuação sindical, contribuindo para o acirramento de conflitos e o enfraquecimento dos espaços democráticos de participação e controle social.

Repúdio e defesa do diálogo institucional

No documento, os parlamentares afirmam que repudiar as declarações é uma forma de defender o diálogo institucional, a valorização do serviço público e o papel do movimento sindical na construção de políticas públicas de qualidade.

“A postura adotada não condiz com o compromisso republicano que deve orientar a gestão pública, nem com o respeito que se deve aos trabalhadores que sustentam o funcionamento dos serviços essenciais”, diz trecho da moção, aprovada no Plenário Vereador José Castro de Araújo.

Segunda moção contra o vice-prefeito

Esta é a segunda Moção de Repúdio aprovada pela Câmara Municipal contra o vice-prefeito Eduardo Januzzi. A primeira ocorreu em outubro de 2025, quando os vereadores aprovaram, por maioria, a Moção nº 76/2025, durante a sessão ordinária de 21 de outubro.

Na ocasião, a iniciativa também partiu dos vereadores Tiago Mafra (PT), Flávio Togni de Lima e Silva (MDB), Diney Lenon (PT), Tiago Braz (Rede) e Meiriele Cristine Alves Maximino – pastora Mel (União Brasil). O documento foi aprovado com oito votos favoráveis, um contrário e uma abstenção.

Falas contra integrantes do Judiciário e do Ministério Público

A moção de 2025 teve como motivação declarações feitas por Eduardo Januzzi no programa Café Interativo, da Sulminas TV, exibido em 16 de outubro daquele ano. Segundo o texto aprovado, o vice-prefeito teria feito falas consideradas ofensivas e desrespeitosas ao promotor de Justiça Glaucir Antunes Modesto e ao juiz de Direito Edmundo José Lavinas Jardim, da 2ª Vara Cível de Poços de Caldas.

De acordo com o documento, Januzzi classificou decisões judiciais como “políticas” e resultado de “perseguição”, o que, para os autores da moção, representaria desrespeito às instituições democráticas, ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e ao princípio da separação dos Poderes.

Comportamento reiterado da gestão

No texto da primeira moção, os vereadores apontaram que as declarações do vice-prefeito não seriam um episódio isolado, mas parte de um comportamento reiterado da atual gestão. O documento cita, entre outros pontos, declarações consideradas de baixo calão atribuídas ao prefeito eleito contra a imprensa após o pleito de 2024, uma ação judicial movida por um secretário municipal contra veículos de comunicação e o sindicato dos servidores, além de supostas tentativas de desqualificação do Poder Legislativo e de sua função fiscalizadora.

A moção também manifestou solidariedade ao promotor Glaucir Antunes Modesto e ao juiz Edmundo José Lavinas Jardim, reforçando o compromisso do Legislativo com a legalidade, a independência entre os Poderes e a preservação da ordem democrática.

Com a aprovação, o documento foi encaminhado oficialmente ao vice-prefeito, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário de Poços de Caldas.

Decisão judicial recente

Na última semana, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) apontou irregularidade em ato do prefeito Paulo Ney e anulou a nomeação de Sérgio na DME. A decisão confirmou a liminar concedida anteriormente com base em parecer do Ministério Público — órgão que esteve no centro das críticas feitas pelo vice-prefeito Eduardo Januzzi e que motivaram a primeira Moção de Repúdio aprovada pela Câmara,

 

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