Angústia marca buscas por quatro jovens do Sul de Minas desaparecidos em Santa Catarina
Atualizado em 02/01/2026

Quatro jovens naturais de cidades do Sul de Minas Gerais e São Paulo seguem desaparecidos desde a madrugada do último domingo (28), em São José, na Grande Florianópolis. Familiares vivem dias de angústia enquanto aguardam respostas das autoridades. A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso.
Os rapazes têm idades entre 19 e 28 anos e são de Guaxupé e Guaranésia. Eles moravam juntos em um apartamento no bairro Barreiros e foram vistos pela última vez por câmeras de segurança, caminhando pela rua em frente ao prédio onde residiam. Desde então, não houve mais contato.
Último contato e registros em vídeo
Imagens de monitoramento entregues à Polícia Civil mostram os quatro jovens caminhando pela via durante a madrugada de domingo. Em uma das gravações, dois deles — Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Bruno Máximo da Silva, de 28 — aparecem novamente próximos ao prédio por volta das 4h16.
O desaparecimento chamou a atenção de um vizinho, que registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (30), após perceber que o apartamento permanecia aberto e sem movimentação há dois dias.
Apartamento indicava saída rápida
De acordo com relatos, o imóvel onde os jovens moravam foi encontrado com a porta destrancada, janelas abertas, comida sobre o fogão e pertences pessoais deixados para trás, incluindo carregadores de celular. A situação reforçou a suspeita de que eles teriam saído rapidamente, sem intenção de se ausentar por muito tempo.
Famílias vivem dias de desespero
O aposentado André Luiz da Silveira, pai de Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, relata sofrimento desde o desaparecimento do filho, que havia viajado para Santa Catarina na véspera do Natal em busca de trabalho.
“Ele disse que estava tudo certo, que já tinha conseguido serviço e começaria na segunda-feira. De repente, nenhuma notícia. Minha angústia é enorme”, contou.
A confeiteira Rosa Maria Máximo, mãe de Bruno Máximo da Silva, também de 28 anos, afirma que o contato com o filho era frequente até o sábado anterior ao desaparecimento.
“Conversamos normalmente. Depois disso, silêncio total. É desesperador não saber o que aconteceu”, relatou.
Quem são os jovens desaparecidos



Além de Daniel e Bruno, também estão desaparecidos Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, natural de Guaranésia, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, natural de Araraquara (SP). Pedro morava com os amigos em São José havia cerca de três meses.
A mãe de Pedro, Silvia Aparecida do Prado, contou que falou com o filho por videochamada um dia antes do sumiço.
“O sonho dele era crescer, conquistar as coisas dele. A gente cria os filhos pro mundo, mas uma mãe nunca deixa de se preocupar”, disse.
Famílias vão a Santa Catarina acompanhar buscas
Diante da falta de informações, familiares de Guilherme decidiram viajar quase mil quilômetros até Santa Catarina para acompanhar de perto as investigações. Para custear a viagem, foi organizada uma vaquinha online, além de pedidos de apoio à administração municipal de Guaranésia.
“A polícia orientou que alguém da família estivesse lá. Então nós vamos”, afirmou Elizabete de Macedo Almeida, parente do jovem.
Projeto SOS Desaparecidos acompanha o caso
O desaparecimento mobiliza o projeto SOS Desaparecidos, da Polícia Militar de Santa Catarina, que divulgou fotos dos jovens e auxilia nas buscas. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda não divulgou conclusões oficiais.
Informação preliminar aponta possível morte dos jovens

O jornal catarinense Jornal Razão publicou que, segundo fontes ligadas à Agência de Inteligência da Polícia Militar, os quatro jovens teriam sido mortos em São José. Ainda conforme a publicação, a principal linha levantada seria a possível relação com facção criminosa, após os jovens terem sido identificados — ou confundidos — com integrantes de um grupo rival.
A reportagem ressalta que as informações são preliminares e que não há confirmação oficial, nem conclusão de inquérito até o momento.
Esperança por respostas
Enquanto aguardam esclarecimentos, as famílias se mantêm unidas pela fé e pela esperança.
“Eu só peço que Deus traga meu filho de volta ou, pelo menos, uma resposta. Vivo ou morto, eu preciso saber”, disse Rosa.
“Eu só quero encontrar meu filho, poder abraçá-lo. Seja como for, eu quero meu filho”, completou Silvia.
As autoridades seguem investigando o caso. Qualquer informação pode ser repassada à Polícia Civil ou ao projeto SOS Desaparecidos.
Fontes: Jornal Razão e G1.
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