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A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) empossa novo presidente

Atualizado em 05/08/2025

Marcelo Xavier de Castro – Presidente da INB. Foto: Jornal do Aço.
Por Tânia Malheiros

O Conselho de Administração da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em reunião extraordinária, realizada na segunda-feira (4/8) empossou Marcelo Xavier de Castro no cargo de presidente da estatal, subordinada ao Ministério de Minas e Energia (MME), no lugar que Adauto Seixas ocupada desde setembro de 2023. A permanência de Seixas se tornou insustentável por conta de várias denúncias contra ele, como a de ter optado pelo Plano de Demissão Voluntária (PDV) e permanecido no cargo, por exemplo.  O novo presidente é engenheiro de segurança e funcionário de carreira da INB.

A estatal é responsável pela mineração de materiais críticos como as terras raras, urânio, entre outros. Enfrenta questões há décadas, como a descontaminação da Unidade com material radioativo em Caldas (MG), falta de investimentos na Unidade de Concentrado de Urânio (URA), em Caetité, e uma vasta lista de demandas. A INB é responsável pela produção do combustível (urânio enriquecido) para alimentar os reatores das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, parte importada da Rússia e da Urenco, consórcio formado pela Alemanha, Inglaterra e Holanda. Na Unidade em Resende (RJ), o combustível passa por processos até ficar em condições de seguir para a Central Nuclear de Angra.

DIRETORIA

O MME indicou outros nomes para a substituição do comando da INB. A indicação do advogado, empresário e político cearense Tomás Antônio Albuquerque de Paula Pessoa, conhecido popularmente como Tomás Figueiredo Filho, filiado ao MDB, estava na pauta da reunião de hoje, mas não aconteceu.  Tomas foi deputado estadual na Assembleia Legislativa do Ceará (2007-2010), e teria sido indicado para atuar junto ao consórcio da INB com a empresa Galvani, em Santa Quitéria. O projeto tem sido combatido por moradores, pesquisadores e ambientalistas da região. Tomas foi indicado para a diretoria de Recursos Minerais, no lugar de Luiz Antônio da Silva.

Outra indicação criticada é a de Itamar de Almeida para a diretoria de Finanças e Administração, no lugar de Maurício Pessôa Garcia Junior. Itamar já trabalhou na INB em 2003, na primeira gestão do presidente Lula, quando a empresa estava no comando do sindicalista Luís Carlos Vieira, e teria sido afastado por questões políticas, entre outras, contrárias naquele momento. Porém, com ação trabalhista, conseguiu ser reintegrado.

Também desagradou bastante a indicação de Alexandre Gromann de Araújo Góes para a diretoria de Combustível Nuclear, no lugar de Reinaldo Gonzaga. Gromann é funcionário da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Na gestão anterior da CNEN foi afastado de um cargo de diretoria, mas continua na Comissão.  Por ser da CNEN estaria impedido de ser nomeado para a INB. A única diretoria sem alteração é a técnica de Enriquecimento Isotópico, ocupada por Alexandre de Vasconcelos Siciliano, no cargo desde fevereiro deste ano, conforme o Blog divulgou na semana passada.

 

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